sábado, 23 de março de 2013

Tenho saudades do tempo em que eu significava o mundo para alguém.

sábado, 16 de março de 2013

00.00

00.34
Eu sou estúpida. Mesmo mesmo mesmo muita estúpida. Otária, burra, palerma. Estúpida até dizer chega, estúpida que dá vontadinha de bater.
 Estou meia confusa porque estou a contar os segundos e só de cinco em cinco minutos é que posso ver se tenho alguma msg no telemóvel, e já tive, mas como não foi uma coisa lá muito boa nem sequer respondi.
Não me apetece brigas ainda mais ridículas do que eu.
Há gente que não vale a pena. E há gente que vale três ou quatro galinhas.
Honestamente, estou a parar de contar os segundos porque não posso esperar uma resposta se não há nada para responder, e porque já contei tantos números que já estou confundida!
Sempre pensei que havia alturas em que era melhor desistir do que insistir, parar do que lutar, esquecer o coração e usar a cabeça, mas quando me vejo nessas alturas, sinto que não conheço os meus limites, que não me conheço a mim. Nunca sei quando tenho que parar. Nunca sei quando é a hora de apagar tudo do coração sem medo de perder as memórias para sempre.
Não sei nem consigo desistir do que quero. Na minha cabeça nem faz sentido. Não é possível deixar tudo ir, deixar ir o cheiro do corpo, o sabor dos lábios, o toque das mãos, o calor do abraço, o riso, o olhar nem a respiração da pessoa que mais amo. Não sem lutar, não sem insistir uma vez mais.

07.20
Tenho tanto tempo para dormir e não prego olho. Se fecho os olhos corro o risco de adormecer e de sonhar contigo.
Tenho um nó na barriga, sinto o coração apertado e tenho dificuldade em respirar. Sou mesmo tolinha. A isto é o que eu chamo de medo.

10.39
Manter promessas é dificil. A minha vontade é pegar no telemóvel e escrever mensagens. Bonitas, grandes, não sei mas que digam aquilo que estou a sentir agora. Se é que é possivel descrever a confusão daquilo que sinto.
Se o errado me faz feliz então é certo.
Às vezes, acontecem coisas que nos magoam tanto, há palavras que nos são ditas que ficam na nossa cabeça por tempos e tempos e tempos.
Sempre fiz tudo bem, pelos menos acho que fiz, e do nada dou por mim assim, perdida, sem conseguir dormir direito, e sem saber bem aquilo que me espera quando sair da cama.
Eu sempre gostei de lutar pelo que quero. Se eu quero faz todo o sentido que eu lute para conseguir.
Agora, ando baralhada porque já não sei destinguir o que quero do que me faz feliz ou do que me faz mal.
O amor é lixado!
Se amamos alguém, à partida o amor que sentimos é suficiente para superar tudo. Eu sei que sim.
Tenho tantas, tantas perguntas e tão poucas respostas. Tenho tanto medo, mas quem se importa?

 12.56
Estou com medo de escrever. Não sei a resposta que vou ter e tenho medo que alguma palavra mal entendida piore ainda tudo. Se calhar estou a fazer (outra vez) uma tempestade num copo de água.
Hoje descobri porquê que choro sempre que vejo filmes. No fundo, eu gostava de ter aquilo, gostava de ter mais, gostava de ter alguém me calasse com um beijo em vez de me deixar disparatar, gostava de alguém que demosntra-se o que sente em vez de ser duro e frio, e fazer de proposito para magoar. Gostava de ter alguém capaz de se esforçar por mim, que me fizesse sentir que valho a pena, não só de vez em quando mas sempre.
Eu tenho um namorado que sempre me fez sentir amada e especial, desde o primeiro dia. Com todos os defeitos, feitios e problemas, é ele que eu quero, é ele que eu amo e é por ele que eu faço todos os sacrifícios.
Embora ás vezes me doa, me canse, me de vontade de chorar, pense em desistir, me sinta sozinha, nunca me posso esquecer que ele me ama. E que, da maneira dele, ele faz esforços por mim também.
Não posso ser injusta. Eu sei que ele também se importa connosco. E comigo.
Ele ama-me. Acima de tudo. Ele ama-me. Eu tenho a certeza disso.



eu nao dizia melhor